Bom dia, boa tarde, boa noite .Gostaria de agradecer imensamente as manifestações de carinho com meu filho Heitor, que fez 7 anos ontem. Muito obrigado a todos, de coração.
TRILHA SONORA
Acordei hoje saudoso, buscando ouvir canções que fazem parte do meu inconsciente. Aliás, algum de vocês enxerga a música dessa maneira? Pra mim, escutar é um prazer e me submete, sempre, a algumas reflexões. Daí talvez o porquê sou tão seletivo. Eu sempre espero de uma canção que ela tenha algo a dizer. E nesse sentido, hoje é meu dia de MPB, de ouvir letras importantes, de refletir sobre a vida, as emoções, enfim, literalmente viajar com as idéias de quem faz as canções, entender a motivação de cada músico.
Além de tudo que já falei , pensei em algumas coisa que me influenciam, mesmo sem ter a real consciência do que representam. Ouvi Benito di Paula, um cara genial, esquecido pela mídia, mas seguramente uma influência gigante na MPB e no samba e que ouço desde pequeno. As letras são profundas, de certa forma melancólicas, mas de grande sensibilidade. Talvez sejam reflexo da própria vida do autor. Deixo aqui ema das que considero mais lindas já feitas por Benito.
Ainda hoje pela manhã, fizeram parte da trilha as canções "Toada", da banda Boca Livre e "frison" do Tunay.
Sempre fui um grande admirador dos trabalhos de Bjork, desde o tempo em que ela carregava a banda Sugarcubes praticamente "nas costas". Depois de muitos trabalhos lançados ao longo de quase duas décadas, nossa menina-esquimó está de volta com um disco confessional, autoral, e maravilhoso. A separação recente parece tê-la feito bem. O disco Vulnicura, lançado no começo deste ano reflete esse momento pessoal dela. As canções são belíssimas. Os nove petardos trazem uma cantora mais intimista, os arranjos remetem ao brilhante disco "Post" lançado nos anos 1990. Procurem, vasculhem e ouçam Bjork. Será um delírio.
Sempre fui taxado por aí como um sujeito radical, muito centrado em mim mesmo. Com o passar dos anos e analisando as críticas, cheguei à conclusão de que , em partes, muita gente estava certa. Não vou colocar em texto nem uma vírgula sequer da vida pessoal, mas vou me ater à música, às influências, ao circuito que permeou a minha vida inteira e que mesmo fora do circuito sei que quando as pessoas se referem a mim, o assunto é música.
Pois bem. Sempre fui inquieto,um pesquisados musical, buscando nos simples riffs o encanto, aquilo que realmente chama a atenção, que emociona, enfim, o que não é convencional e ao mesmo tempo pop. Parece uma engenharia mental difícil, mas não é. Ouço música com atenção desde criança e, depois das últimas baixas, com a morte de alguns ícones , decidi matar minhas saudades.
JAIR RODRIGUES, O ETERNO
Fiquei absolutamente triste com a perda desse cara. Desde muito cedo aprendi a gostar dele.Minha mãe o amava. Ele era divertido,invadia os programas de televisão e literalmente assaltava o palco, colocava todo mundo pra dançar,sem contar que fazia um som sensacional, com raízes profundas. Buscava o âmago do samba, da música sertaneja, tinha um gogó espetacular e, sim, peitava o sistema de tal forma que fazia da interpretação um tapa na cara da ditadura. Refiro-me , claro, à brilhante aparição dele no Festival da Record,em 1966, cantando "Disparada", um hino, música do marginalizado Geraldo Vandré, um dos grandes compositores deste país, judiado demais pelo sistema. Jair ia pras câmeras e pouco se lixava, defendia Vandré com amor e emoção e peitava o sistema. E agradava ! Além do mais, Jair , o "cachorrão", santista juramentado, amigo de Pelé, mandava demais no samba. Ouça a interpretação de "Deixa isso pra lá " Veja ainda "Disparada".Quanta emoção!. O som vinha do fundo do coração, algo que busco na música a vida inteira.
Não vou concluir esta história.Jair Rodrigues merecia um livro, cheio de histórias instigantes e trilha sonora formidável. Como o assunto é saudade, deixo aqui minha pequena homenagem a este gênio da simplicidade, um cara como qualquer um de nós, simples, alegre, feliz. O céu, verdadeiramente, está em festa!
Peebles, night for ya. Tivemos um final de semana absolutamente fantástico, revisitando amigos, tocando sons do arco da velha e descobrindo como ainda somos capazes de emocionar as pessoas. Isso é de um prazer inenarrável. Fora isso, precisamos repercutir algumas coisas importantes. Todos sabem que gosto de música, futebol e tudo o que é efervescente no meio cultural, desde um bom livro a um filme lado B para assistir, ou de tomar algum líquido diferente, tipo cerveja com sabor de café.
Pois é. No último final de semana me deparei com um disco de um cara que adoro: Ben Watt. A parte do que anda rolando por aí, o cara-metade da maravilhosa banda Everything But The Girl lançou um disco novo, Hendra. Confesso que me decepcionei. Mais de 30 anos de estrada, viagens pelo jazz e pela eletrônica e ótimos trabalhos de deep house, encontrei um trabalho melancólico. Bonito,porém cansado, cheio de referências pra lá de tediosas.
Vale pelo registro, mas não gostei do trabalho. Ando esperando por algo que talvez não exista nesses caras mais, ou seja, tesão pela música. Lamentável !
INDIE , MAIS DE 20 ANOS DEPOIS
Nesse final de semana fui convidado e toquei numa casa noturna. Minha missão era desenterrar hits dos indies dos anos 1990. Toquei Ride, Charlatans, Inspiral Carpets, passeando pelo Grunge, com Alice in Chais, Nirvana, Mudhoney, etc., ou seja, músicas pra lá de matadoras nas pistas. Fiquei feliz om o repertório, mas descobri que, mesmo com tanta ênfase com que essas bandas brilharam nos anos citados, o povo, mesmo o das antigas, ainda ignora esses sons. Falta cultura musical , infelizmente.
Prezados, faz tempo que eu e todos vocês aguentamos calados ao desgoverno, ao caos que se instalou no País, acumulado ao longo dos anos por gestões fraudulentas, anti-populares e, claro, corruptas. Nasci nos anos 1960. Desde pequeno aqueles que tomam conta do Brasil somente ensinaram a mim e a minha geração a ficarmos calados. Foram anos de chumbo. Tomei borrachada, fui punk e perdi minhas botas em shows e, fazendo uma análise mais profunda, acho que optei pelo jornalismo para, no mínimo, botar a boca no trombone.
Nos anos seguintes, especialmente na década de 1980, assisti a alguns arroubos de revolução, com a luta pelas diretas, a derrocada do governo Collor, etc. Mas jamais podia imaginar que o que se sucede neste dia histórico pudesse acontecer. O que começou lá atrás com um simples protesto contra o reajuste de tarifas de transportes públicos viesse a se tornar uma indignação coletiva contra todo o Sistema, o establishment completamente perdido, sem ação diante da voz de uma nação.
Não vou entrar nem no mérito da condição em que esses protestos começaram e nem como eles continuam. Mas devo dizer que estou orgulhoso. A insatisfação popular é legítima, legal. Eu apoio. Sou contra a balbúrdia, mas completamente a favor da pressão popular. Fazer alguma coisa pelo povo é e sempre foi obrigação do poder público.
Infelizmente os governantes somente agem sob forte pressão. Fica aqui o desejo de que esse movimento todo se converta em favor do País, da imensa maioria da população, que é pobre, acorda cedo, trabalha muito, paga impostos e ainda assim consegue sobreviver. Mas chega !!! O gigante acordou e, tenham certeza, qualquer iniciativa que um político deste País quiser tomar e que desagrade a maioria do povo daqui pra frente, terá consequências muito sérias.
De qualquer maneira, é dia de comemorar, guardar para sempre no coração como um momento tão importante quanto a nossa independência. Liberdade não tem preço e consciência não se compra. E isso os políticos vão ter que aprender, ah, isso vão.
A você que lê este post, muito obrigado por sua audiência. A semana que se encerra - escrevo este texto no dia 13, um domingo - foi uma loucura, complicada mesmo. Primeiro pelo caos urbano que eu e mais uma porrada de gente tivemos que enfrentar, sobretudo por conta do mau tempo, que interfere diretamente em nossas vidas , em nosso humor e tudo mais. Mais à frente, passada a chuva, tive experiências particulares incríveis, sobretudo naquilo que se refere à amizade, à compaixão com os amigos. A troca de palavras simples, mas incentivadores, me fez um bem danado e tenho certeza, que animou mais gente. Vou continuar nessa linha. Quem quiser, que nos acompanhe.
AS CHUVAS Trabalho no centro de São Paulo e sei, há muitos anos que quando a chuva se intensifica, as dificuldades de locomoção só aumentam. Sou usuário de trem e na última terça-feira sofri para chegar em casa. Uma verdadeira tromba d´água acometeu as cidades de Mauá e Santo André, o suficiente para que eu saísse do meu trabalho por volta das 18h00 e somente chegasse em terra firme por volta das 23h00. Algo para esquecer do ponto de vista de um trabalhador, mas um alerta para mostrar o quanto somos maltratados pelo poder público. Andar de trem, ônibus ou até táxi nesse período é um problema grave. Pra piorar, as prefeituras - em Mauá também - não têm um plano de emergência, como o aumento de condução para socorrer a população nessas horas. Além disso, tratam o bolso do contribuinte como uma fábrica de fazer dinheiro. O exemplo de que nossa revolta só nos causa mais dores de cabeça aconteceu em Mauá no último fim de semana.
NOS TEMPOS DA DITADURA
A primeira cidade da região a majorar preços de passagens de ônibus foi Mauá. Dos antigos R$ 2,90, a passagem passou a custar R$ 3,30. Isso gerou protestos e manifestações. A última, que tinha como objetivo protestar contra o reajuste no preço das passagens, ocorrida sábado, foi recebida com truculência, cassetetes e despreparo de policiais ante à situação. Lembrou muito o tempo em que, sem julgamento, ou outro questionamento qualquer, a gente levasse porrada à vontade. As imagens são fortes e é ridículo que aqueles em quem votamos não estejam no mínimo dialogando com a gente.
Veja essas imagens. Isso está me deixando com medo de reivindicar um direito legítimo, que é o de discutir nossa vida junto à comunidade.
Resumo da ópera: a opressão está tomando conta da cidade onde moro. Cadê o diálogo, a democracia ? Manifestações populares tem seus objetivos. É preciso respeitar, conviver com opiniões contrárias, e tenho dito.
VIRANDO A PÁGINA Na última semana, discorri sobre a teimosia em viver, por pior que seja o momento e, sempre, cada um a seu modo com muito amor, se doando para receber. Jesus, nosso mestre, o maior gênio que a humanidade produziu, vivia especialmente por cada um de nós, sempre doando caridade, esperança, amor e fez disso sua missão na Terra. Que nobre e difícil. Um legado para poucos.
Ocorreu também em minha cabeça que, quando você busca passar para as pessoas positivismo, mensagens de fé e coragem, os resultados são imediatos. Jamais imaginava a repercussão que meus posts tem causado e quanta gente se identifica com os mesmos anseio. Isso tem me proporcionado força para continuar.
Faço um desafio a vocês. Quando a depressão bater a sua porta, pegue o telefone, sente à frente de um computador , mande um torpedo, escolha sua forma de comunicação e diga ao seu amigo o quanto ele é importante para você, pergunte o que está fazendo, se podem se encontrar para tomar uma cerveja, qual livro está lendo, qual a balada mais legal pra frequentar, enfim , não se isole, busque um colo, no bom sentido. Não quero ser repetitivo, mas faça do amor seu combustível para a vida, pratique e você verá o resultado.
Posso dizer, no alto dos meus mais de 40, que as pessoas mais legais que conheço ainda não encontraram um rumo na vida, ainda tem objetivos para alcançar. Sabe por que as considero bacanas? Porque são inquietas, querem sempre mais, não se acomodam. e isso as torna interessantes, exemplares. Faça isso você também, vire a página. Garanto, os resultados são imediatos. Pra finalizar este post, uma pequena pérola da nossa MPB. Curte aí e seja feliz !!!
Rapaz ,lembro ainda hoje da primeira vez em que ganhei um computador. Eu era recém-casado e minha mulher resolveu surpreender. Junto com a irmã dela maquinou durante meses até a chegada do Natal uma forma de me presentear.Resumo da ópera: perto do natal, ela me deu meu primeiro PC. Pronto, tava criada a primeira de uma série de crises conjugais nossa.
O presente, sensacional, até chorei, emocionado com a lembrança e com um desejo satisfeito. O pior foi o legado: 24 prestações pra pagar. Quem pagou a conta? Eu, o presenteado. Depois disso, instalei o computador em um lugar bacana. Não havia internet de banda larga, nem redes sociais. Toda vez que tentava uma conexão, o telefone ficava ocupado e o barulho do modem acordava qualquer um.
Gostando de brincar
Mas fui me adaptando e, pior pra alguns, gostando do brinquedo. Minha máquina tinha sensacionais 6 gigabytes de HD, cabia alguma coisinha NE ? Fui viciando nessa porra. Madrugava na internet. Comecei a namorar o PC e minha mulher, enciumada, só pensando em quebrar o presente que tinha dado a mim. Eu tinha trocado, sem notar, a patroa pelo PC. Viciado, aficionado por música, fui baixando tudo que achava legal. Ainda não dava pra ouvir rádio, nem assistir vídeos com a conexão tão lenta como era, mas começava a chamar a atenção. A irritação da mulher só aumentava: “Ah, esse cara não gosta de mim, só pensa nesse maldito computador, deve ficar a noite inteira no 5 contra 1. Desgraçado, filho da puta !!!
E veio a tal da banda larga, conexão mais rápida. Minha máquina tinha ficado velha, mas a velocidade da net já permitia assistir alguns filmes, gravar músicas , etc. Mais um motivo de ira pra mulher .
E assim fomos caminhando. Bom, estamos em 2012, à beira de 2013. Passados alguns anos dessasaga ,a internet cada vez mais presente em nossas vidas, eis que os papéis se inverteram. Minha ainda mulher agora madruga no computador. Tem mais amigos virtuais do que físicos, tudo graças às tais redes sociais, especialmente o tal do “feicibuqui”. Aí você fala com ela sobre o caso e escuta: “Ah, preciso fazer novas amizades, sair desse mundinho, conhecer gente nova, quem sabe um novo amor, etc. “.
Moral da história
A Internet, que poderia ser um instrumento de aproximação das pessoas tem se tornado um grande ponto de afirmação do individualismo. É cada um por si. O pior é que a tendênciasó aumenta. Nas redes sociais, por exemplo, faça um exercício: calcule quanto dos seus amigos você conhece fisicamente. Garanto que a maioria é virtual, ou seja, talvez tenha um perfil fake, ou mesmo não exista.
A velocidade da informação também está criando alguns problemas e sumindo com nosso ponto de vista crítico> Ninguém contesta as informações lidas? O Google é realmente a bíblia, o “pai dos burros”? Cuidado galera, nem tudo que reluz é ouro. Logo mais volto com a continuação dessa história;
Mundo estranho esse. Nunca sabemos o que vai acontecer no minuto seguinte e a velocidade da informação corrobora pra que esqueçamos o minuto anterior e vivamos sempre a sequência. Mas há coisas que marcam e outras que nem devemos esquecer.
Pra lembrar sempre Num país em que pouco ou nada se valoriza o talento, o Brasil perdeu nesta semana o grande, magistral arquiteto dos desenhos tremidos Oscar Niemeyer, aos 104 anos. Evidente que ele foi um dos maiores brasileiros de todos os tempos, mas fiquei um pouco irritado com o enfoque dado a sua trajetória pelos veículos de imprensa. Embora mostrassem suas obras, seus desenhos e projetos, a imprensa sempre enfatizou a questão global da influência de Niemeyer, sempre se esquecendo de que ele é um brasileiro e que como tal ajudou a formar uma legião de brilhantes profissionais da arquitetura, além de ter ganhado maior notoriedade porque seu trabalho mudou a vida de muita gente, sejam os calangos de Brasília, aqueles que concretizaram os rabiscos do arquiteto, ou a não menos importante obra da igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, ou talvez, os desenhos que transformaram o edifício Copan em São Paulo em referência para escolas do gênero.
Acho que faltou isso, um quê de reverência à brasilidade de Neiyemer. Nós tropeçamos todos os dias nos efeitos arquitetônicos da obra desse brasileiro espetacular e isso eu senti que faltou nos jornais, revistas e televisões brasileiras. É como diza meu professor na escola de jornalismo: " o bom texto tem que ser legível para o letrado e para a mais humilde figura do mais longínquo canto desta terra".
(Foto - reprodução)
Já pegou
O que começou como uma simples tentativa de inserir filhos, sobrinhos e demais pentelinhos à música tocada pelos djs brazucas, se transformou em um grande evento. Estou falando da Disco Baby, projeto da excepcional jornalista Cláudia Assef e que consiste em levar os melhores djs da cena paulista a tocar músicas para crianças. O negócio virou. Neste último domingoa turma da Disco Baby teve o Dj Marky ao lado do Mano Brown dos Racionais Mcs juntos para alegrar a criançada do Capão Redondo. Mais do que isso, o evento foi beneficente , com renda revertida para instituições de caridade. Palmas para a iniciativa !!!
Claudinha Assef, Mano Brown e Dj Marky
(Foto - reprodução - álbum de Cláudia Assef no facebook )
Prezados, hoje, 5 de outubro, pela manhã cantora Adele, tão badalada depois do ultra bem-sucedido álbum "21" apresentou ao mundo sua versão para a música "Skyfall", que fará parte da trilha sonora do novo filme de James Bond, o famoso 007. A música, já disponível no site da cantora e no you tube já pode ser devidamente divulgada por aí.
A música é comemorativa. Faz 50 anos que foi lançado o filme "Dr. No", primeiro da saga Bond. Curta aí e dê sua opinião.
Pessoal, todos fãs dos bons sons já sabem, mas não custa repetir. A organização do festival Lollapalooza divulgou o line-up de 2013 com uma série de atrações, das mais diversas. Desta vez, a mistura de bandas eletrônicas com as indies parece mais complexa. O preço, salgadíssimo. Além da divulgação, o festival ganhou mais um dia. Este blog quer repercutir , a partir de hoje, algumas das atrações. Vamos primeiro aos Black Keys.
Black Keys
A banda de Ohio, Estados Unidos, está na estrada desde o começo dos anos 2000. Tocam um blues rock bacana, com influências variadas. De Beatles a trilha de seriados americanos é o que se pode ouvir desta dupla, que muitas vezes é comparada com os White Stripes, justamente por ser uma dupla e tocar com apenas dois instrumentos, uma bateria e uma guitarra. A trupe já gravou sete discos. Um deles, "El camino" foi considerado pela revista Rolling Stone um dos 50 melhores discos de 2011. É esperar pra ver. A aposta pode ser boa.
Confira abaixo o line-up do festival. Em breve, novidades aqui no blog , sempre apresentando uma banda que vai estar no palco em 2013. Não perca !
Prezados colegas, eu disse sexta-feira passada via facebook , repercutindo sobre Tim Maia - que faria 70 anos se estivesse vivo - que o " o céu está em festa. E o inferno também..." Disse isso porque, junto com Jorge Ben, considero o Tim inigualável, uma das bandeiras da música brasileira e um cantor inatingível em questão de voz, música, composição, qualidade. Tim Maia marcou a minha vida, assim como marca , e marcará, a vida de tantos outros fãs da boa música. Aproveito o espaço para homenageá-lo, especialmente em um domingo em que o Brasil está de luto - e eu também - pela morte da já saudosa Hebe Camargo.
Mas vamos ao Tim. Primeiro, uma canção maravilhosa. Acompanhe aí:
Essa é uma das prediletas de casa, sem dúvida. Mas há que se comentar que Tim era um soulman de primeira e, muitas vezes não sentia que a poesia andava junto com sua libido musical. Digo isso porque ele foi capaz de escrever mais do que músicas, verdadeiros poemas. Simples, objetivos e sem firulas, como penso que deve ser uma canção. Direto ao ponto. Ouça aí uma de suas mais belas. E seja bem-vindo à primavera !
A vida mauluca, a ida pra Nova Iorque com 35 dólares no bolso e muitas idéias e depois a volta pro Brasil para a consagração da carreira, marcada essencialmente pela vida polêmica, muitas drogas, ausência em shows e tudo mais. Com tudo isso, em seus momentos mais lúcidos, Tim foi genial, trouxe para a música popular a alma da soul music , apadrinhou vários de seus discípulos como Carlos Dafé, Hyldon, Cassiano e tantos outros. É figura fundamental e influência pra qualquer músico ou aspirante a tal. Por isso, salve Tim Maia. Em nome da memória da boa música.
Andy Williamns
Pessoal, nesta semana boa parte de vocês deve ter lido sobre a morte, aos 84 anos, de Andy Williams. Pois bem, o britânico, músico por excelência, cunhou para a música pop belas canções. Numa delas "Moon River" ganhou até uma versão, há alguns anos, pra lá de especial de Morrissey. Curtam aí. Andy, R.I.P !
Rapaziada, quando gosto de alguma coisa, de fato vou às últimas consequências por ela. Em qualquer segmento, seja na profissão, no gosto, procuro sempre enfatizar o que penso. Essa explicação é para justificar o que vou postar agora.
Minha musa não é pra qualquer um O assunto deste post, mais uma vez, é Lana Del Rey. Como eu gosto dessa menina. Muitos a acham vazia, sem voz, pin up de comercial de luxo, etc. Mas eu consigo ver nela algo que não tenho notado no meio musical. Ela tem aura própria, atitude rock and roll e me encanta justamente por, além de ter esses predicados todos, não se levar a sério. Talvez esse seja o mote que tem feito as moça brilhar ainda mais.Ela encarnou recentemente a canção Blue Velvet, tema-título do filme Veludo Azul, do não menos espetacular David Linch. Na película quem interpreta a canção é a linda, maravilhosa Isabella Rosselini. Cai de queixo. Que cover legal!!!. Curta aí as duas versões e dê sua opinião.
Rapaziada, boas procês,acabei de ler no NME sobre a volta dos Stone Roses, uma das prediletas da casa de todos os tempos. Depois de 16 anos, os caras estão na ativa. As críticas ao show têm sido positivas, o que me anima muito. Boa parte desses revivals que temos visto são experiências entediantes, tristes, melancólicas. Se eles tiverem realmente bem, bom pros fãs. Quem sabe agora não tenhamos a chance de vê-los por aqui. Outra: quem tem assistido e muitas vezes soltado a voz na tour é Liam Gallagher, sim, o bad boy da banda Oasis participa dos shows com seus "friends".
(foto - reprodução )
Dando o que falar
A belíssima Lana Del Rey , nova próxima grande promessa da música pop vem causando sensações estranhas aos seus fãs. Misto de cantora blazé com fashion baby, Lana canta muitas vezes sob efeito de vinhos finos "para molhar a garganta" e invariavelmente desafina, o que preocupa seus empresários, mas cativa cada vez mais os fãs. Ela me lembra, guardadas as proporções musicais, Hope Sandoval, sim a vocalista da banda Mazzy Star. Elas se parecem com vinho: quanto mais curtidas, "encharcadas", melhores e, pensando bem, até que as músicas da Lana são bacaninhas.
Incrível mesmo é a idolatria da crítica. Ingleses e americanos a comparam com grandes musas do jazz. Os indies também a adoram. Enfim só ouvindo/vendo para tirar suas conclusões. Eu adoro !.
Ah, se eu pudesse! Que eu sou aficionado por música, qualquer cachorro sabe, mas o que mata , pelo menos pra mim, é a pobreza com que empresários do chamado mundo artístico lidam com a música e com o showbizz aqui no Brasil. Olha que legal o que tá rolando no Chile. O festival Lolapalooza, que já existe há pelo menos 20 anos, vai ter sua versão latina nos dias 2 e 3 próximos.
E a escalação dos shows é de causar inveja. No mesmo evento, The Killers, Cold War Kids, James, Datarock. Janes Addiction e muito mais. (Veja a lista completa no site oficial http://programa.lollapalooza.cl/).
A imprensa brasileira diz o seguinte: - Ah, sete das inúmeras bandas do festival vão passar pelo Brasil. Sete ? Tenham dó. Será que nenhum empresário brasileiro tem capacidade de trazer para o país um número razoável de bandas boas ?.
Alguns,mas nem todos sabem, tem muita banda que passa pelo Chile, pela Argentina, e ninguém traz os caras pra cá. Isso é de matar. Enquanto isso vemos escalações estapafúrdias, como a alardeado Rock in Rio, que vai misturar Katy Perry com Cláudia Leitte, Rihanna com Frejat, e outras composições pra lá de esdrúxulas. Acho que os caras não ouvem música, não é possível.
A parte de tudo isso, qualquer show aqui custa os olhos da cara. Então, ou assistimos algo pela TV ou abortamos literalmente a idéia de sair de casa para ver um show. A gente não se sente convidado a frequentar os lugares onde vão acontecer os eventos.Ah, se o dinheiro desse e se eu pudesse, arrumaria as malas e ia pro Chile. Que inveja !!!
Pessoal, sei que o que vou escrever aqui não contém nada de novo, mas fico impressionado com a velocidade com que as novas músicas chegam aos nossos ouvidos, atropelando assessorias, gravadoras, sites, etc. Uma das grandes evidências é o novo álbum do Radiohead , The King of Limbs lançado há pouco mais de dois meses. Vocês acreditam que só agora a EMI brasileira vai colocar o disco nas prateleiras ? Com o impacto da velocidade das informações , quando o material chegar às lojas já será, no mínimo, um disco antigo. Sobre o trabalho em si do Radiohead falo depois.
A última é o disco dos Strokes, Angles. A banda até que fez umas parcerias legais, liberando faixas em pílulas. A primeira música divulgada "undercover of darkness" ficou disponível para download no site dos caras. A segunda liberada, "You're so right" foi um privilégio momentãneo do NME - New Musical Express. Mas o disco , alardeado para ter seu lançamento mundial na semana que vem, 22/3, já foi "lançado" pelos hackers , blogueiros e afins. Constrangedor né?.
As bandas já nem se importam tanto com esse negócio de furarem os lançamentos de seus discos, afinal o que gera receita mesmo não é nem mais o direito autoral e sim o show. Então, pensando bem, quanto mais downloads, mais as bandas ficam conhecidas e, portanto, a curiosidade para ver alguém bacana ao vivo é grande. Baixar show sem tê-lo assistido, isso sim é chato. Melhor estar in loco, à beira do palco. Isso nenhum download é capaz de satisfazer. Pois é, blah, blah, blah, e não tem banda que escape dessa sina.
SOBRE OS ÁLBUNS
THE KING OF LIMBS
O já nem tão novo disco do Radiohead tem aquilo que poderia ser chamado de "som Radiohead", se é que você me entende. Isso é bacana porque a banda conseguiu criar uma identidade sonora que não se apaga mais. Talvez por isso Thom Yorke seja tão inquieto, tentando se redescobrir o tempo todo. As oito faixas são uma experiência complexa. Difícil gostar assim de cara do álbum. Quando o ouvi pela primeira vez, de imediato lembrei do álbum solo de Yorke, The Eraser. Mas aos poucos fui descobrindo que aquela melancolia, a linha de baixo bem marcante e as esquisitices das composições se completavam. Mas não tem nada de brilhante. É um disco comum. Mesmo assim, gosto bastante de "Lotus Flower" e "Feral". A EMI prometeu para este mês o lançamento do álbum por aqui.
ANGLES - THE STROKES
O disco , que sai oficialmente dia 22/3, vem com 10 faixas, com destaque para "undercover of darkness" e "Taken for a fool". Cito as duas porque são as que mais lembram os bons discos anteriores Is this It e Room on Fire, respectivamente primeiro e segundo trabalho dos novaiorquinos. Mas no geral, creio que a banda se perdeu um pouco ao tentar rebuscar a sonoridade perdida no terceiro disco First Impressions ofthe earth. Não é um disco completo, tem alguns repentes de bom rock and roll. Mas pode ser um sucesso, quem sabe ? Parece que eles podem até aterrizar por aqui no fim do ano. Vamos ver no que vai dar.
Confira a tracklist:
1. ‘Machu Picchu’
2. ‘Under Cover of Darkness’
3. ‘Two Kinds of Happiness’
4. ‘You’re So Right’
5. ‘Taken For A Fool’
6. ‘Games’
7. ‘Call Me Back’
8. ‘Gratisfaction’?
9. ‘Metabolism’
10. ‘Life Is Simple In The Moonlight’
Caros, vocês já conhecem, pelo menos já viram, os blogs musicais? Pois é. No universo da blogosfera pilulam inúmeros deles, alguns bons, outros nem tanto. A legalidade do que é postado muitas vezes se transforma numa discussão à parte. O que é de domínio público ? O que é legal para ser baixado ?
Difícil responder à questão, mas na minha opinião, pra quem quer simplesmente se "antenar" com o mundo musical, os blogs têm se saído bem, informando, divertindo, dando opções de busca, e porque não, motivando os consumidores a irem atrás daquilo que desejam.
Eu honestamente gosto dos álbuns originais, seja em vinil ou mesmo o cd ou dvd. Mas há os viciados em download, que baixam tudo, nem sequer escutam os discos,etc. Independente desse imbróglio, fiz este post para mostrar algumas páginas que considero bem legais. Um deles é o No Data, http://www.nodata.tv/.
O que mais impressiona é que o seu administrador não tem o menor constrangimento em postar discos inteiros pra baixar. Incrível como o site é atualíssimo. Todos os dias se encontram novidades. Já vi muita coisa aqui que nem os melhores sites musicais como "New Musical Express", nem "BBC", "The Guardian" e outros conseguem garimpar com tanta rapidez. Infelizmente falta a este blog comentários sobre o que está sendo postado.
Outro que achei bem bacana, eclético, é o Noise Brigade, http://www.bringnoise.blogspot.com/, blog brazuca que traz muitas raridades e várias tendências da música mundial, inclusive com uns discos difíceis de se encontrar , como o primeiro ábum dos Originais do Samba. O bom é que o "Dida", autor do blog sempre descreve o que está postando, o que facilita a vida do leitor.
Outro que achei bem interessante, feito por uma moçada lá de Curitiba , é o "In new music we trust" (seria uma cópia de um bordão da BBC ? ), http://www.innewmusicwetrust.com.br/blog/albuns/ ,destinado especialmente ao indie rock. Os meninos deste blog fazem festas semanais na capital paranaense e destinam seus posts especialmente para sons dos anos 00 em diante. Vale a pena conferir e também pra sentir que existem cenas alternativas fora do eixo Rio-São Paulo muito fortes .
Bom, pessoal, por hora é só. Espero que as dicas sejam úteis. Farei novos posts sobre blogs . É só ficar ligado.
Confesso que este post está sendo escrito sob forte influência do meu amigo Jecão, que em seu último texto nos relembrou Velvet & Andy Warhol. Há algum tempo coloquei no próprio Facebook algumas imagens de meus discos prediletos de todos os tempos. E gostaria de escrever aqui sobre o título desta pequena matéria, "Forever Changes", nome do primeiro e inesquecível álbum da banda Love, de 1967. Um disco pontual, clássico, melódico, com letras profundas, para fazer inveja a muitos ditos escribas conceituados e endeusados como, por exemplo, Jim Morrison, dos Doors.
Primeiro, para "linkar" este texto com o parágrafo acima, é imperativo falar de Arthr Lee, o co-fundador da banda. Esse cara pode ser considerado como guru de muitas gente. Syd Barret, do Pink Floyd, quando ainda era lúcido, dizia que Lee era sua maior influência. O mesmo se aplica a Jimmi Hendrix e muitos outros que viriam a seguir. Robert Plant, do Led Zeppelin, dizia , há anos atrás para Fábio Massari que "Forever Changes" era seu disco predileto, trilha perfeita para se "ouvir numa ilha deserta".
Com tantos adjetivos elogiosos, dá pra perceber a importância de Arthur Lee para a história do rock. Como a grande maioria dos gênios, ele viveu e morreu no underground. Jamais sua banda alçou vôos altos ou criou hits chicletudos para faturar um troco.
Lee teve sua biografia lançada ano passado nos Estados Unidos pelo escritor John Einarson e , ao que se sabe, teve uma vida sofrida, não viu seu sonho realizado, de tornar a poesia e a música elementos dóceis e não teve reconhecido seu mérito. O disco "Forever Changes" faz parte de qualquer lista dos melhores de todos os tempos, está até no "Grammy Hall of Fame". Lee se foi em 2006, vítima de leucemia. Na rede encontrei dois vídeos , que vocês podem acessar logo abaixo deste post. São óbras póstumas de um show dele com sua seminal banda no Royal Albert Hall, em Londres.
E mais: A música "Alone Again Or" , que você pode procurar por aí teve versões bem honestas e bacanas das bandas Damned e Calexico. Outro som do Love "Five String Serenade" faz parte do primeiro disco da Mazzy Star e é maravilhosamente interpretado por Hope Sandoval. Fica aí o registro. R.I.P Arthur Lee.